Caminho da Fé: de Franca (SP) a Aparecida (SP). Outono 2023.
CAMINHO DA FÉ FRANCA (SP) A APARECIDA (SP) 633 KM |
07/03/2023 a 20/03/2023 |
Dias |
Trechos Percorridos |
km/dia |
∑ |
|
1º dia 07/03 |
Franca (SP) a Patrocínio
Paulista (SP) |
28 |
28 |
28 km |
2º dia 08/03 |
Patrocínio Paulista (SP)
a Itirapuã (SP) |
20 |
74 |
102 km |
Itirapuã (SP) a São
Tomás de Aquino (MG) |
30 |
|||
São Tomás de Aquino (MG)
a S. S. do Paraíso (MG) |
24 |
|||
3º dia 09/03 |
São Sebastião do Paraíso
(MG) a Itamogi (MG) |
31 |
78 |
180 km |
Itamogi (MG) a Monte
Santo de Minas (MG) |
18 |
|||
Monte Santo de Minas
(MG) a Milagre (MG) |
16 |
|||
Milagre (MG) a Arceburgo
(MG) |
13 |
|||
4º dia 10/03 |
Arceburgo (MG) a
Tapiratiba (SP) |
32 |
54 |
234 km |
Tapiratiba (SP) a
Caconde (SP) |
22 |
|||
5º dia 11/03 |
Caconde (SP) a
Divinolândia (SP) |
25 |
25 |
259 km |
6º dia 12/03 |
Divinolândia (SP) a São
Roque da Fartura (SP) |
41 |
57 |
316 km |
S. Roque da Fartura (SP)
a Águas da Prata (SP) |
16 |
|||
7º dia 13/03 |
Águas da Prata (SP) a
Andradas (MG) |
35 |
35 |
351 km |
8º dia 14/03 |
Andradas (MG) a Serra
dos Lima (MG) |
16 |
43 |
|
Serra dos Lima (MG) a
Barra (MG) |
6 |
|||
Barra (MG) a Crisólia
(MG) |
14 |
|||
Crisólia (MG) a Ouro
Fino (MG) |
7 |
|||
9º dia 15/03 |
Ouro Fino (MG) a
Inconfidentes (MG) |
8 |
48 |
442 km |
Inconfidentes (MG) a
Borda da Mata (MG) |
21 |
|||
Borda da Mata (MG) a
Tocos do Mogi (MG) |
19 |
|||
10º dia 16/03 |
Tocos do Mogi (MG) a
Estiva (MG) |
21 |
21 |
463 km |
11º dia 17/03 |
Estiva (MG) a Consolação
(MG) |
18 |
18 |
481 km |
12º dia 18/03 |
Consolação (MG) a
Paraisópolis (MG) |
47 |
47 |
528 km |
Paraisópolis (MG) a
Luminosa (MG) |
||||
13º dia 19/03 |
Luminosa (MG) a Campos
do Jordão (SP) |
40 |
40 |
568 km |
14º dia 20/03 |
Campos do Jordão (SP) a
Aparecida (SP) |
65 |
65 |
633 km |
1º dia 07/03 | Franca (SP) a Patrocínio Paulista (SP) | 28 km |
No mesmo dia em que a Lua passou da fase Crescente (*) à fase Cheia, imprimi as primeiras pedaladas pelo Caminho da Fé - Ramal Oeste - que liga Franca (SP), situada no Extremo Nordeste do Estado de São Paulo, a Aparecida (SP), assentada no Vale do Paraíba Paulista.
(*) A Lua Crescente está presente nas bandeiras de vários países muçulmanos.
Vindo de Brasília (DF), onde moro, cheguei a Franca (SP) dia 06/03, véspera da partida.
Deslumbrantes 633 quilômetros foram percorridos em 14 dias, ora sob bátegas cujos pingos se assemelhavam a bagos de uvas; ora sob um calor demencial, sensação de pedalar em região com o pior clima da Terra; sensação de presenciar minha cremação.
Hospedagem no Imperador Palace Hotel, escolhido por ficar distante 1,5 quilômetro da Vila Aparecida, local de emissão da credencial que, ao longo do trajeto, recebeu carimbos das diversas localidades pelas quais passei.
Ao término do Caminho, foram registradas 56 marcas, ficando a cartela 100% completa.
Às 8h de uma manhã nublada e com ameaça de chuva a qualquer momento, estava defronte a um singelo monumento em homenagem à N. Sr.ª Aparecida, localizado à Avenida Distrito Federal.
Até conseguir me livrar do trânsito confuso - principalmente na área central de Franca (SP) - pedalei por quase uma hora até o piso de asfalto ceder lugar à estrada em leito natural, bem larga e plana, à semelhança de uma pista de aeroporto categoria C, que suporta pequenos monomotores pesando até 5.700 kg.
O solo encharcado do temporal ocorrido na véspera da minha chegada a Franca (SP), apresentava muitos trechos alagados nas margens; no centro, lama em trechos pontuais.
Pedalava ao som da passarada e respirava a tragos ar repleto de umidade e odor de terra molhada. Ambiente deveras bucólico e singelo.
No entanto, após passar pela entrada da propriedade pertencente à dupla sertaneja Rio Negro & Solimões, a singeleza do ambiente deu lugar ao caos. Parei a bike. Silêncio das rodas. À minha frente havia um lamaçal que se estendida por algo em torno de 400 metros ou pouco mais.
Não foi tarefa fácil atravessar aquele trecho com bike pesada e lama até acima das canelas. Mas consegui. Porém, ao me livrar daquele pântano, as rodas ficaram travadas devido ao acúmulo de terra.
Fui salvo por uma poça d'água e, com a mão espalmada, joguei precioso líquido no garfo e na estrutura traseira, aliviando as rodas, que voltaram a girar, porém, com alguma dificuldade.
Toquei em frente e logo apareceu uma seta amarela indicando conversão à esquerda. Ingressei noutro trecho deveras castigado pela lama. As rodas voltaram a ficar presas.
A solução foi empurrar a bike até encontrar outra poça com água enlameada e repetir a operação de liberar rodas. Consegui, mas foi por pouco tempo.
Com os dedos indicadores fui arrancando nacos de lama e consegui roda livre, para encarar um trecho - felizmente - em descida moderada até alcançar o calçamento da cidade de Patrocínio Paulista (SP).
E fazendo-me valer de um ditado tão velho quanto o mundo, "tudo que está ruim, pode piorar", naquele momento, desabou uma chuva em cascata solta, com pingos à semelhança de jabuticabas, deixando o piso impraticável para continuar pedalando.
Cheguei a Patrocínio Paulista (SP) empurrando a bike, com as rodas travadas devido à lama que grudou pelo quadro. Estava bastante ensopado e enlameado até os ossos.
Num posto BR recebi uma notícia ruim. Era feriado na cidade e o comércio - incluindo as bicicletarias - estava fechado. Restou-me ir para o Hotel Avaí, tomar um merecido banho no qual me pareceu ter mudado de pele. Fui a passos e sob chuva leve, almoçar no maravilhoso Adega Bar e Restaurante.
No estabelecimento, o garçom que me atendeu indicou a Bicicletaria do Luisinho, infelizmente fechada naquele dia por conta do feriado municipal (aniversário da emancipação política, ocorrida em 10/03/1885).
Retornei ao Hotel Avaí, dormi até o entardecer e voltei ao Adega Bar e Restaurante para tomar umas cervejas, enquanto fazia hora no aguardo do jantar. Chovia levemente.
O 1º dia brilhou pela ausência. A ver os próximos.
Aparecida (SP) a 605 quilômetros.
2º dia | Patrocínio Paulista (SP) a São Sebastião do Paraíso (MG) | 74 km |


3º dia | São Sebastião do Paraíso (MG) a Arceburgo (MG) | 78 km |


4º dia | Arceburgo (MG) a Caconde (SP) | 54 km |



5º dia | Caconde (SP) a Divinolândia (SP) | 25 km |
Por volta das 16h fiz check-in no Hotel Lunayama, com aspecto descuidado e precisando de manutenção, a começar pela imensa infiltração na parede paralela à escada que dá acesso aos quartos.
Fui a passos dar uma volta pela cidade e conhecer a Paróquia Divino Espírito Santo.
Jantei no Pedrinho Restaurante e Churrascaria, algumas cervejas e retorno à estalagem.
A distância percorrida foi pouca [25 km] mas a altimetria judiou bastante. Foi um dia de pedal à vera.
Aparecida (SP) a 374 quilômetros.
6º dia | Divinolândia (SP) a Águas da Prata (SP) | 57 km |

7º dia | Águas da Prata (SP) a Andradas (MG) | 35 km |
Após o café da manhã, fui à Bicicletaria Referenc Bike Shop para substituição das pastilhas de freio, regulagem das marchas e limpeza/lubrificação da corrente. Como o trecho daquele dia - Águas da Prata (SP) a Andradas (MG) - foi reduzido, tranquilamente saí às 11h.




8º dia | Andradas (MG) a Ouro Fino (MG) | 43 km |
Uma dezena
de quilômetros à frente, parei na Gruta Nossa Senhora de Lourdes. Um regato,
que passa atrás da pequena capela, tem água fresca e saborosa. Parada para
reabastecer e me preparar para a subida da Serra dos Limas, uma obstinada
ascensão de 138 metros em apenas 1,5 quilômetro.
Empurrei a bike com dignidade. O piso foi asfaltado para melhorar a tração às rodas dos veículos e aos pés dos caminhantes (peregrinos).
No topo, a recompensa: Lanchonete Mirante, o Sabor das Alturas, a pausa que refresca.
Terminado o lanche, voltei à lida do pedal, parando quatro quilômetros adiante na Pousada da D. Natalina, estalagem na qual fiz alguns pernoites nas minhas andanças pelo Caminho da Fé. Infelizmente ela não estava.
Carimbei o passaporte e continuei.
Poucos quilômetros à frente, encarei a temida Subida do Sabão, que tem piso
escorregadio e deveras inclinada. Novamente empurrei a bike com altivez.
Ao término da subida "ensaboada", pedalei seis quilômetros e me deparei com um cenário horrendo: o leito do Caminho da Fé, nos quilômetros que se seguiram até alcançar o modesto distrito de São Pedro da Barra, me pareceu ter sido vítima de um bombardeio aéreo, apresentando cicatrizes indeléveis.
Imensas valas foram abertas com a força da enxurrada dos dias anteriores. Alguns buracos tinham 1,5 metro de profundidades e outros um pouco mais.
Água em profusão rolava pelas laterais do caminho e escoavam para dentro das "crateras". Alguns motoristas tentaram ziguezaguear pelas valas, mas não conseguiram.
Impossível pedalar sob tais condições, principalmente por se tratar de uma descida forte. Desci da bike e fui contornando as voçorocas por mais de dois quilômetros.
A estátua tem dez metros de altura e caracteriza muito bem o Menino: pés descalços, calça dobrada, o inseparável chapéu de palha, um aceno com a mão esquerda estendida e sorriso cativante.
Impossível não se lembrar de partes da canção: “obrigado boiadeiro, e que Deus vá lhe acompanhando”. "Toda vez que eu viajava pela Estrada de Ouro Fino, de longe eu avistava a figura de um menino".
Essa música atravessou décadas e continuará a atravessar, assim como Asa Branca, imortalizada na voz de Luís Gonzaga.
Estada na Pousada Canto de Minas. Recomendo.
Aparecida (SP) a 239 quilômetros.
9º dia | Ouro Fino (MG) a Tocos do Mogi (MG) | 48 km |
Às 9h
estava defronte à Igreja Nossa Senhora de Fátima e São Francisco de
Paula. Sua construção começou em 1927 e
substituiu uma rústica capela que ocupava o local (feita em homenagem a São
Francisco de Paula, que deu origem ao município, em 1746).
Após fotos, segui na direção de Inconfidentes (MG), oito quilômetros à frente, chegando às 10h. Parada obrigatória no Bar do Maurão, sujeito boa praça, muito gentil e atencioso com ciclista e caminhantes. O pastel servido em seu empório é inigualável. Ele é profundo conhecedor do Caminho da Fé.
Durante 25 anos, o Maurão fez a peregrinação, a passos, até Aparecida (SP). Passaria o dia ali conversando com ele. Assuntos não faltariam. Carimbo no passaporte e um abraço afetuoso na despedida.
Borda da Mata (MG), a capital nacional do pijama, foi a próxima parada. Na saída de Inconfidentes (MG), pedalei poucos quilômetros pela Rodovia MG-295. Logo uma seta amarela indicava conversão à esquerda.
Saí do asfalto e ingressei no leito natural, pedalei por 28 quilômetros entre subidas e descidas leves até alcançar Borda da Mata (MG), com parada providencial no Café Vovó Iza, na chegada a Borda da Mata (MG). Trata-se de um empório da melhor qualidade, que serve quitutes variados e um café expresso maravilhoso.
Pretendia almoçar no Restaurante Casarão, mas a fome não aguentou até lá. Almocei no Vovó Iza.
Ao transpassar a área central de Borda da Mata (MG), impossível ficar indiferente à Igreja Nossa Senhora do Carmo.
Após a Porteira do
Céu, oito quilômetros morro abaixo e ingressei no perímetro urbano da pequena
Tocos do Mogi (MG).
"O nome da cidade não deriva da palavra toco (madeira) e sim da palavra grega "tokos" que, segundo o Aurélio, significa "ação de conceber", ou seja, onde o Rio Moji ou Mogi é concebido, onde ele nasce".
"O Rio Mogi-Guaçu nasce na cidade vizinha, Bom Repouso MG”.

Cheguei às
16h e acomodei-me na Pousada São Geraldo, simples, mas limpa e confortável. À
noite jantei no Sabor da Casa e Pizzaria e... cama. O dia seguinte foi cascudo.
Aparecida (SP) a 191 quilômetros.
10º dia | Tocos do Mogi (MG) a Estiva (MG) | 21 km |
Na saída de Tocos do Mogi (MG) uma subida insana de quatro quilômetros deu o tom daquele dia 16/03/2023.
O término do ascenso se deu numa espécie de
parada de ônibus, instalada pela Associação Caminho da Fé, um ponto de descanso
anexo a uma capela.
Pausa de alguns minutos, pois o calor estava abrasador. E veio um trecho
relativamente plano, uns quatro quilômetros e, em seguida, uma descida
alucinante na qual os freios são testados quase à exaustão.
Havia percorrido parcos 11 quilômetros e o calor era inclemente. Respirei e encarei quatro quilômetros de uma subida à vera - sem empurrar -, mas terminei quase desfalecido. A paisagem é deveras maravilhosa.


Felizmente os quilômetros finais aconteceram em descida contínua e
cheguei à pequena Estiva (MG), a capital do morango, às 14h 28. Não estava em
condições de seguir. Almocei no Bar e Restaurante do Trevo e me acomodei na Pousa Poka. O calor me
derrotou.
Banho gelado e uma volta pela praça principal, onde está a Paróquia Nossa Senhora Aparecida.
Estiva é, no caso, segundo o dicionário Aurélio, uma ponte feita sobre um pau, sobre forquilhas, em terrenos alagadiços ou pantanosos.
Foi daí que surgiu o primeiro nome da região: Pântano da Estiva.
Fonte: Guia Caminho da Fé para ciclistas e caminhantes.
Antonio Olinto e Rafaela Asprino, 4ª Edição, p.112.
Consolação (MG) ficou para o dia seguinte. Existem horas que é preciso
parar e não exceder os limites físicos e mentais. Meu corpo agradeceu.
11º dia | Estiva (MG) a Consolação (MG) | 18 km |
No início
do calçamento, à direita, parei no Santo Sabor Restaurante. Degustei deliciosa
lasanha, feita com massa caseira. Um deleite depois de vencer a cascuda Serra
do Caçador.
Hospedagem na Pousada da D. Elza, uma senhora deveras simpática que administra aquela estalagem acolhedora faz muitos anos. Arrumei meus haveres no quarto e saí para uma volta.
A Igreja Matriz de Consolação (MG) fica defronte à pousada. Parada para fotos. Em 5 edições pelo Caminho da Fé, essa foi a primeira vez na qual a igreja estava aberta à visitação.
Continuei a caminhada olhando atentamente para o ponto cardeal
Oeste, onde o Sol havia baixado fazia pouco tempo. Era o segundo dia de Lua
Nova. Esperei a claridade diminuir e logo ela apareceu, quase no horizonte,
fugindo, mas a tempo de fotografá-la.
À noite, o jantar foi servido na pousada. Havia um grupo de ciclistas da Osasco (SP) percorrendo o Caminho. Eles saíram de Águas da Prata (SP) e ficaram surpresos quando disse estar vindo [sozinho] de Franca (SP).
12º dia | Consolação (MG) a Luminosa (MG) | 47 km |
Antepenúltimo dia de jornada pelo Caminho da Fé, minha 5ª edição (2014, 2016, 2017, 2018 e 2023) e a primeira partindo de Franca (SP).




13º dia | Luminosa (MG) a Campos do Jordão (SP) | 40 km |
Nas quatro
edições anteriores do Caminho da Fé, percorri o trecho Luminosa a Campos do
Jordão (SP) "escalando" a temida "subida da Luminosa" e
seus nove intermináveis quilômetros, onde se empurra mais [a bike]
do que se pedala.
Desta feita fiz diferente. Segui pela rodovia (em leito natural) na qual os moradores da pacata Luminosa utilizam para ir a Campos do Jordão (SP).
Estrada ótima, solo bastante compactado, bem larga e etapa 100% pedalável. Valeu a pena a mudança.

Após 22
quilômetros, percorridos na tranquilidade de uma subida moderada, cheguei ao
asfalto da Rodovia SP-42. Campos do Jordão (SP) a 18 quilômetros.
As
primeiras pedaladas pela SP-42 continuaram em ascenso íngreme até atingir a cota
altimétrica de 1.804 m de altitude. A partir daquele ponto, forte descida até a
entrada de Campos do Jordão (SP).
Virei à direita, ingressei num trecho em leito natural, bastante sombreado e em ascenso contínuo - por uns 14 quilômetros -, atravessei bairros periféricos e cheguei ao Refúgio dos Peregrinos às 16h.
Estada confortável e jantar na pousada. Ao me deitar, refiz cada trecho percorrido e adormeci antes da metade do Caminho.
Aparecida (SP) a 65 quilômetros.
14º dia | Campos do Jordão (SP) a Aparecida (SP) | 65 km |
Último dia
da aventura, iniciada há duas semanas. Sensação de ter passado muito
rapidamente.
Dia magistral, com céu limpo e temperatura em agradáveis 18°C. Desta feita, diferentemente das minhas quatro edições pelo Caminho da Fé, nas quais fui de Campos do Jordão (SP) a Aparecida (SP) pelo asfalto da Rodovia SP-123, optei pelo inédito Caminho das Pedrinhas. Um espetáculo.
Tomei a direção do Bairro Capivari e, seguindo as setas amarelas, logo estava girando por uma rodovia estreita e sem acostamento, que me levou até o Restaurante Dona Chica na Floresta. Até aquele ponto foram 17 quilômetros pelo asfalto.
Conversão à direita e ingressei no Caminho das Pedrinhas, que começa com forte subida de oito quilômetros até atingir a maior cota altimétrica do Caminho da Fé: 1.969 metros de altitude.
Daquele ponto, o Caminho inclina para baixo e assim permanece até Aparecida (SP), por exatos 40 quilômetros.



Excelente! Além de acompanhar cada km dessa aventura, uma verdadeira aula. Como sempre, genial! J.M.R
ResponderExcluirObrigado pelo comentário e, principalmente, pela leitura. Existem ouros relatos que estão à sua disposição. Podendo, querendo, leia-os.
ResponderExcluirSou sua mais nova admiradora. Encantada com a forma que escreve, você consegue fazer com que vivamos a experiência como se estivéssemos lá. Preparada para a próxima aventura.
ResponderExcluirMinha nova admiradora, muitíssimo obrigado pelas palavras e pela leitura. Do preparo da viagem, passando pela execução e terminando no relato, faço tudo com o coração. Fique à vontade para outros comentários e preparada para a próxima aventura. Um abraço.
Excluir